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"   As borboletas saíram do estômago.
Tomando a liberdade de ir em busca da felicidade.   "
Analisou.  (via finais)
"   Entre um rosto e um retrato, o real e o abstrato. Entre a loucura e a lucidez, entre o uniforme e a nudez. Entre o fim do mundo e o fim do mês, entre a verdade e o rock inglês, entre os outros e vocês. Eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem, que não passa por aqui e que não passa de ilusão.   "
Engenheiros do Hawaii. (via carencias)
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"   Jamais perguntaram às borboletas se elas preferiam fincar os pés na terra ao invés de morrerem esmagadas em uma janela fechada de carro. Jamais perguntaram às cobras se elas gostam de rastejar pelo chão e gastar as peçonhas com calcanhares de bichos venenosos. Queria eu saber se os pássaros não sentem inveja dos peixes e se as montanhas gostam de dançar. Nunca vi alguém questionar a vida. É porque é e nunca deixou de ser. E se as pegadas não precisassem de pés para serem marcadas? E se as águas não precisassem do vento para formarem ondas? E se a saudade, o amor e as lembranças não precisasse de mim? Difícil enxergar pelo ângulo mais fácil. Brechas e desconfortos são sempre mais cômodos. Nunca perguntei ao silêncio se ele gostava das minhas lágrimas em madrugadas petulantes, nunca quis saber se o travesseiro gosta de tanta inquietação e poesia melodramática. Eu já não gosto de ser quem nasci para ser. Enjoei das minhas olheiras e lábios ressecados, das minhas dúvidas e certezas. Mudar o velho vaso de planta do lugar não me preenche como a rotina. Estou cansado das mudanças não mudarem. Estou cansado de ver Lua e Sol e mesmo assim me sentir como um crepúsculo alaranjado; estou cansado de ser alegre e triste e sorrir largo da mesma maneira; estou cansado de ir à batizados e enterros quando nem mesmo sei em qual deles devo chorar. Afinal, ninguém perguntou para a vida se ela gosta de permanecer ou para a morte se ela gosta de partir. Talvez o que precise se chame “inversos”. Que a tristeza finque o pé no chão um dia e diga que não irá chorar. Que o ciúmes se decida e me convença que meus olhos mentem, e que meus olhos se cansem de enxergar. Ninguém perguntou à realidade se ela é realmente a dona da razão e se a mentira mente o tempo inteiro. Ninguém perguntou aos sábios se eles gostam da loucura ou para os livros se eles conformam-se com teias de aranhas. Ninguém perguntou a minha alma se ela já está cansada de cair em precipícios infinitos. Eu gostaria de saber se a vida gosta de ser vivida, se o espelho é mesmo o que está ao contrário, ou se nós estamos do lado errado. Todos clamam por sabedoria, mas ninguém quer saber de lagartas arrependidas por abraçarem o vento.   "
Cinzentos (via sincronizar)
"   Meus arrependimentos duram pouco, alguma coisa me cutuca e diz: olha, que bom que você fez. Que bom que você teve coragem. Que bom que você sente. Que bom que você tenta. Tentar é se arriscar. E tudo na vida tem metade de chance de dar certo. E a outra metade? De dar errado. Mas não é poupando que você saberá.   "
Clarissa Corrêa.  (via latejado)
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